Quem nunca ouviu falar que a Internet encurta distâncias?
Eu pelo menos considero essa frase clichê. E, de fato, pouco realista. É claro que hoje em dia é muito mais fácil manter contato com alguém que mora do outro lado do mundo, e conhecer sua cultura, do que era alguns anos atrás. Mas para isso é preciso um pouco mais que um computador e acesso à rede.
É preciso pelo menos conhecer a língua do outro (ou ter algum idioma secundário em comum ), dar um jeito de contornar as diferenças de fuso horário, ter alguma garantia de que a pessoa com quem você fala não é um sequestrador-assassino-pscicopata e ter assunto para conversar...
Eu consegui algumas dessas coisas com a Nerdfighteria (não sabe do que eu estou falando? clique aqui), que funciona para mim como um ambiente relativamente seguro e em que assunto é coisa fácil de encontrar. Afinal, coloque alguns nerds juntos e solte 3 ou 4 palavras aleatórias e um vídeo e eles saberão o que fazer. Como eu consigo me comunicar bem em inglês, combo completo, comecei a me sentir uma Nerdfighter em ação. Só que não foi bem assim.
É claro que participar de uma comunidade virtual é maravilhoso, e tudo mais, mas - podem me chamar de piegas - a proximidade, a sensação de pertença de ter um comparativo no mundo real (IRL) é bem importante também. Especialmente quando se vê o movimento grupal que a Nerdfighteria consegue criar em países com grande número de membros, como Inglaterra, EUA, Holanda.
Assim, lá estava eu, no auge da empolgação e vontade de participar... Resolvi fazer um perfil no Quartel General dos Nerdfighters no Ning. Perfil feito, entrei inocentemente na sala de bate-papo, encantada com o mundo de opções de interatividade que encontrei por ali. Foi quando mencionei casualmente minha nacionalidade, e fui informada pelo Caio ( que também estava na sala de bate-papo e que mais tarde eu descobri ser o Stalker oficial da comunidade brasileira) da existencia de um grupo brasileiro no facebook. Foi assim que eu conheci o Nerdfighters Brasil.
Bom, essa comunidade de Nerds brasileiros, com suas próprias piadas internas, sua maneira de interagir e sua grande criatividade para projetos de grandes proporções conquistou meu coração. =) Nela eu encontrei oportunidades de realmente colocar a mão na massa, participar de verdade, e me sentir uma verdadeira Nerdfighter. E bem brasileira.
Um dos projetos mais recentes foi o nosso Festival Nacional de Gatherings, um fim de semana em que os grupos de vários estados se reuniram para celebrar uns aos outros, o amor pela leitura, pelo conhecimento, e a vontade de tornar o mundo um lugar melhor. (E colocar coisas na cabeça no meio de um Iguatemi, assustar um Outback inteiro,jogar Catan num Centro Cultural, rolar no chão de uma livraria Cultura ...)
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